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Serviços · Etapa de execução

Auditoria do atendimento ao consumidor

A verificação do atendimento ao consumidor avalia se o fornecedor mantém canal acessível para reclamações e informações e estrutura de assistência técnica para o produto certificado no Brasil. Para o importador, é a etapa que exige estrutura própria no país — a fábrica no exterior não a supre.

É a etapa que costuma ser lembrada por último e que depende inteiramente do importador, não do fabricante. Certificar um produto significa assumir a responsabilidade de atender quem o compra.

Por que existe

Um produto certificado que chega ao consumidor brasileiro precisa ter, no Brasil, a quem recorrer. Isso vale para informação sobre uso, para reclamação e para assistência técnica dentro e fora da garantia.

Para o importador, essa é uma diferença central em relação ao fabricante nacional: a fábrica está do outro lado do mundo, e a estrutura de atendimento precisa existir aqui.

A referência normativa exata desta etapa, e a extensão da verificação aplicável ao seu caso, constam da proposta de certificação.

O que é verificado

  • Canal de atendimento acessível ao consumidor, com meio de contato publicado no produto e no manual.
  • Registro e tratamento de reclamações, com rastreabilidade do que entra e do que é respondido.
  • Assistência técnica para o produto certificado, com cobertura declarada.
  • Disponibilidade de peças de reposição para o produto em comercialização.
  • Informação ao consumidor em português, coerente com o manual avaliado nos ensaios.
  • Coerência entre o canal declarado na documentação e o canal que efetivamente responde.

O último item é o que mais reprova: telefone publicado que não atende, ou e-mail que não responde, é constatação objetiva.

O que o importador precisa ter pronto

Diferente das outras etapas, esta não depende da fábrica:

  1. Canal de atendimento definido e operante, com registro de chamados.
  2. Rede de assistência técnica, própria ou contratada, com abrangência declarada.
  3. Política de peças de reposição.
  4. Manual em português, com as informações de contato coerentes com o canal real.
  5. Procedimento de tratamento de reclamações, com prazos.

Montar isso leva tempo e não depende de agenda de terceiros — por isso é a etapa que mais compensa começar cedo.

Reclamações e denúncias no processo de certificação

O RAC remete ao RGCP os critérios para denúncias, reclamações e sugestões relativos ao processo de certificação. São dois planos distintos que vale não confundir:

  • Reclamação do consumidor sobre o produto, tratada pelo canal de atendimento do fornecedor.
  • Reclamação ou denúncia sobre a certificação ou sobre o organismo, tratada conforme os critérios do RGCP.

Além disso, os produtos estão sujeitos a vigilância de mercado após a comercialização, conforme o Art. 7º da Portaria INMETRO nº 148/2022.

Sobre imparcialidade. Um OCP (Organismo de Certificação de Produtos) avalia a conformidade do produto e não presta consultoria de adequação sobre o produto que certifica — é o que a ABNT NBR ISO/IEC 17065 exige. O que se oferece aqui é análise de escopo, indicação da norma aplicável e condução do processo de certificação. Nenhum resultado de ensaio pode ser prometido antes de o ensaio ser realizado.

Onde esta etapa entra no processo

  1. Você informa o produto e o local de fabricação

    Descrição técnica do aparelho, tensão, potência, capacidade e o endereço da fábrica. É o que permite localizar o produto na Tabela 1 do Anexo III da Portaria INMETRO nº 148/2022.

  2. Identificação das normas técnicas aplicáveis

    Análise de escopo: qual item da Tabela 1 enquadra o produto e qual parte da série IEC 60335 será usada nos ensaios, além da parte 1, de requisitos gerais.

  3. Montagem da proposta

    Com o escopo definido, a proposta detalha as etapas de avaliação, o modelo de certificação aplicável, os ensaios previstos e os prazos envolvidos.

  4. Execução: auditoria de fábrica, ensaios, auditoria de SAC e documentação

    Auditoria do sistema de gestão da qualidade na fábrica com coleta de amostras, ensaios em laboratório, verificação do atendimento ao consumidor e emissão da documentação de certificação.

Perguntas frequentes sobre auditoria de sac

Preciso ter SAC próprio ou posso terceirizar?

O que se verifica é a existência de canal acessível e operante e de estrutura de assistência técnica, com registro e tratamento de reclamações. A forma de organizar isso — estrutura própria ou contratada — é decisão do fornecedor, desde que funcione e seja coerente com o que está publicado no produto e no manual.

A fábrica na China pode ser o canal de atendimento?

Na prática não atende à finalidade: o consumidor brasileiro precisa de canal acessível em português e de assistência técnica para o produto no Brasil. A estrutura precisa existir aqui.

O que é verificado com mais frequência de reprovação?

A coerência entre o canal declarado e o canal que responde. Telefone publicado no manual que não é atendido, ou endereço de e-mail sem resposta, é constatação objetiva de não conformidade.

Essa etapa acontece antes ou depois dos ensaios?

Integra o processo de certificação junto com as demais etapas de execução. Como não depende de agenda de fábrica nem de fila de laboratório, pode ser preparada em paralelo — e é o que se recomenda.

Preciso ter estoque de peças de reposição?

É preciso ter política de disponibilidade de peças para o produto em comercialização. O dimensionamento é decisão comercial do fornecedor; o que se verifica é a existência e a coerência da política declarada.

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